Evento reforçou a capoeira como ferramenta de transformação social

O evento, realizado em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo, marcou o primeiro batizado do grupo na região e reuniu participantes, familiares e integrantes da comunidade em uma celebração de aprendizado, passagem de nível e valorização da cultura afro-brasileira.
Fundado em 1999, o Grupo Baraká construiu sua trajetória a partir da capoeira como prática cultural, educativa e formativa, sustentada por princípios como respeito, ética e inclusão social.
Com a participação de mestres como Henrique Baraká (in memoriam), Aurélio Baraká e Kojack Baraká, o coletivo foi responsável por consolidar a identidade e os fundamentos do grupo ao longo dos anos em diferentes regiões de São Paulo.
“Hoje está acontecendo o primeiro batizado aqui na Zona Leste. Essa festa é em comemoração aos 27 anos do Grupo Baraká e também aos alunos do grupo”, destacou Jacson Julio, conhecido na capoeira como Mandinga.
O evento, realizado na Rua Ovídio Lopes nº 30, reuniu alunos, mestres e a comunidade local em uma roda que foi além da prática esportiva, reforçando valores como disciplina, pertencimento e identidade cultural.
Durante a programação, crianças foram graduadas, momento simbólico dentro da capoeira, que representa não apenas evolução técnica, mas também desenvolvimento pessoal e compromisso com o grupo.
“Estamos trabalhando com esses alunos há dias, focados no desenvolvimento e na interação social”, explicou Allan Marcelo, instrutor conhecido como Búfalo.
A proposta do grupo tem como objetivo a formação integral do indivíduo. Mais do que golpes e movimentos, o processo envolve convivência, respeito e construção de identidade.
Segundo o instrutor, a prática ainda carrega uma herança cultural marcada por discriminação, ação que o grupo busca desconstruir por meio da educação e da vivência.
“É uma cultura muito discriminada por questões de ancestralidade. Nosso objetivo é desconstruir essa visão e agregar valores culturais às nossas crianças”, diz Búfalo.
Com mais de três décadas dedicadas à capoeira, Cleber Beluxe, conhecido como contramestre Saddam, falou sobre a importância do evento para fortalecer o trabalho comunitário. “Faz com que as pessoas enxerguem com bons olhos o que fazemos”, afirmou.
A organização contou com os estagiários Mandinga e Mandrake, sob supervisão do contramestre Saddam e do instrutor Búfalo, com supervisão geral do mestre Kojack, responsável por manter o alinhamento institucional e a preservação dos valores do grupo.
A cerimônia evidenciou o crescimento da capoeira na região e o potencial do grupo como ferramenta de inclusão, educação e transformação social.
Saiba mais: https://www.instagram.com/falas.comunica/






